Bots, trolls e astroturfing: dentro das fábricas que manipulam eleições

Portugal vai a votos pela terceira vez em três anos e os outdoors digitais, invisíveis a olho nu, já enchem a paisagem. Centenas de perfis falsos erguem debates inflamados, empurram hashtags, distorcem sondagens. Quem paga esta produção em série? Onde ficam as oficinas que fabricam opinião? E que riscos corre uma democracia em sobrecarga eleitoral?
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O Negócio do Medo: Quem Lucra com a Xenofobia em Portugal?

A hostilidade contra imigrantes e minorias étnicas não nasce no vazio. É cultivada, amplificada — e, muitas vezes, financiada. Em Portugal, a ascensão do discurso xenófobo não é apenas uma tendência política ou cultural: é também um negócio. Quem está a lucrar com o medo? E como se financia a máquina que transforma preconceito em influência?
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“Vieram pelas urnas”: Como o fascismo subverteu a democracia de dentro

Nem tanques, nem golpes. Quando o fascismo ascendeu ao poder na Europa do século XX, não o fez à força. Fê-lo através das urnas, dos parlamentos e da legalidade. Esta é uma das lições mais incómodas da história política moderna — e uma das mais ignoradas. Mussolini tornou-se primeiro-ministro da Itália após o Rei Victor Emmanuel III lhe entregar o poder, pressionado pela Marcha sobre Roma, mas dentro do quadro constitucional. Hitler foi nomeado chanceler da Alemanha depois de vitórias eleitorais e acordos parlamentares.
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E Se o Humanismo Fosse Voto?

Numa era dominada por discursos de medo, exclusão e violência simbólica, o humanismo parece ter sido relegado para as margens do debate político. A ascensão da extrema-direita em Portugal, com o Chega à cabeça, trouxe para o centro da arena pública uma retórica baseada na punição, na pureza nacional e na suspeição do outro. Mas e se, por uma vez, pensássemos o contrário? E se o humanismo deixasse de ser apenas um princípio ético ou um ideal filosófico e se tornasse um programa político? Um voto.
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