Como era ser preso por distribuir panfletos?

Bastava um gesto. Um envelope com folhas mal dobradas. Uma mão estendida na saída da fábrica. Um papel colado num muro ao nascer do dia. Era tudo o que era preciso para pôr em marcha o aparelho repressivo da ditadura: vigilância, prisão, interrogatório. No Portugal de Salazar, distribuir panfletos podia ser um acto de resistência — ou uma sentença de prisão.

10%: o número que mede o esquecimento de Gaza

A OCHA indicava em maio que pouco mais de 10% do financiamento humanitário necessário para 2026 estava assegurado.

Gaza saiu das notícias enquanto a violência continua

A atenção internacional deslocou-se para Irão e Líbano, mas a violência em Gaza e na Cisjordânia continuou fora das manchetes principais.

Beduínos expulsos: deslocamento forçado na Cisjordânia

Jiljiliya, Masafer Yatta e Umm al-Kheir mostram como a violência de colonos e a pressão territorial empurram comunidades palestinianas para fora da terra.

Quem conta os mortos de Gaza e porque os números divergem

Fact-check metodológico: quem produz os números de vítimas em Gaza, como a ONU os apresenta e porque a divergência exige leitura crítica.

Knesset aprova benefícios fiscais a colonatos da Cisjordânia

O Knesset aprovou benefícios fiscais para colonatos da Cisjordânia dias depois de relatores da ONU denunciarem violência recorde.

Cessar-fogo em Gaza não trava ataques nem mortes

O cessar-fogo formal em Gaza continua a coexistir com ataques, mortos e disputa sobre linhas militares e controlo territorial.

Colonos matam 13 palestinianos na Cisjordânia em 2026

Relatores da ONU alertam para um pico histórico de violência de colonos na Cisjordânia. A questão central é o padrão e o apoio estatal.

Fiscalização cega? A ECFP tem mãos atadas perante as irregularidades do CHEGA

A Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), organismo responsável pela verificação da legalidade financeira dos partidos portugueses, está a perder a sua relevância funcional num momento em que o escrutínio nunca foi tão necessário. E a trajectória do CHEGA nos últimos cinco anos — marcada por irregularidades nos donativos, omissões de despesas e falta de transparência na origem de fundos — tornou-se o caso mais emblemático desta falência institucional silenciosa.

O órgão mais poderoso do mundo está bloqueado, e a culpa é do veto

O Conselho de Segurança decide sanções, força e missões de paz. Mas o veto das cinco potências bloqueia as maiores crises.