Jerusalém, assentamentos e silêncios: o veto como política de Estado

Nova Iorque / Ramallah / Telavive, 27 de Julho de 2025 –…

Como se apagava alguém do mapa antes de 1974: exílio, prisão e desaparecimento

Nos anos escuros do Estado Novo, desaparecer em Portugal podia significar muitas coisas — menos a morte oficial. O regime não precisou de valas comuns para exercer controlo absoluto: bastava-lhe o silêncio administrativo, a prisão sem acusação, o exílio forçado, a difamação metódica e a destruição lenta da reputação. “Apagar” um cidadão não implicava necessariamente o seu fim físico — mas a sua eliminação simbólica, social e política.

Portugal é “Livre”? O que mede a Freedom House – e o que fica de fora

Ano após ano, o relatório Freedom in the World coloca Portugal no…

Fé vs. Populismo: A Guerra Silenciosa na Igreja Portuguesa

Sob a superfície serena da Igreja Católica em Portugal, cresce uma tensão cada vez mais difícil de disfarçar: o crescimento político do Chega tem gerado divisões internas, inquietações doutrinais e um incómodo moral profundo. Entre os bancos das igrejas, nos corredores das paróquias e até no seio da hierarquia episcopal, desenha-se uma guerra não declarada — entre a fidelidade ao Evangelho e a tentação do populismo.

Chega e processos judiciais: os números reais entre 2019 e 2025

Entre 2019 e 2025, 62 pessoas passaram pela Assembleia da República como…

Tribunal Constitucional Portugal competências: como funciona o árbitro das leis que irrita os partidos

Quase sempre que o Tribunal Constitucional trava uma lei polémica, repete-se o…

Católicos por Seguro”: quando a fé não cabe no CHEGA

catolicosporseguro.pt Quando alguém larga a frase “ou és cristão católico, ou és…

Perceção pública sobre os casos no Chega: porque os números parecem maiores do que são

Entre o que os portugueses acham que se passa no Chega e…

SNS em números: o que melhorou e onde dói desde 1979

Em 1979, o Serviço Nacional de Saúde era uma folha em branco…

A PIDE batia à porta de noite: relatos reais de detenções arbitrárias

O relógio marcava quase três da manhã quando o estrondo na porta ecoou pela casa de paredes finas. “É a polícia!”, gritou a mãe, ao levantar-se num salto. O pai, militante sindical, já dormia vestido. Naquela época, saber que podiam vir buscar-nos era tão certo como a missa ao domingo. Era assim que a Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) operava: na calada da noite, sem aviso, sem mandado judicial, sem defesa possível.