Identidade nacional e xenofobia: o cimento simbólico do discurso extremista

Pode uma ideia unir uma nação e, ao mesmo tempo, justificar a exclusão? A identidade nacional, frequentemente evocada como património cultural ou símbolo de soberania, é, nas mãos da extrema-direita, convertida em arma política. Serve para definir fronteiras simbólicas entre “os de dentro” e “os de fora”, e transforma diferenças sociais ou culturais em ameaças existenciais. Esta operação simbólica sustenta um dos pilares do discurso extremista contemporâneo: a xenofobia — refinada, embutida no vocabulário nacionalista e apresentada como defesa da “civilização” ou “modo de vida”.
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Silenciadas nas Urnas: O Impacto da Extrema-Direita nos Direitos das Minorias

Num momento em que partidos de extrema-direita conquistam assentos parlamentares e influência institucional em vários países europeus — Portugal incluído — cresce a preocupação com os efeitos reais dessas forças políticas na vida das minorias étnicas, religiosas, sexuais e sociais. Muito para além da retórica de campanha, a acção legislativa desses partidos já está a ter impactos concretos em políticas de igualdade, inclusão e cidadania.
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O Negócio do Medo: Quem Lucra com a Xenofobia em Portugal?

A hostilidade contra imigrantes e minorias étnicas não nasce no vazio. É cultivada, amplificada — e, muitas vezes, financiada. Em Portugal, a ascensão do discurso xenófobo não é apenas uma tendência política ou cultural: é também um negócio. Quem está a lucrar com o medo? E como se financia a máquina que transforma preconceito em influência?
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Raízes históricas da extrema-direita: o velho espectro que volta a assombrar a Europa

Quem são, de onde vêm e por que continuam a crescer? O ressurgimento da extrema-direita no século XXI, longe de ser um fenómeno espontâneo ou marginal, é alimentado por raízes fundas que se entrelaçam com crises cíclicas do capitalismo, traumas mal resolvidos da história europeia e um descontentamento social que as democracias liberais não conseguiram canalizar. Hoje, partidos com discursos radicais ascendem em urnas democráticas por toda a Europa — de Le Pen a Meloni, de Orbán a Abascal — com uma retórica que ecoa, em surdina ou à superfície, o ideário fascista do século passado.
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Make Europe Great Again? A Nova Internacional Reacionária

De Budapeste a Mar-a-Lago, passando por Paris, Varsóvia ou Roma, uma teia de alianças une líderes iliberais e populistas num projeto transnacional que visa desconstruir a ordem liberal internacional. Sob o lema implícito de “Make Europe Great Again”, figuras como Viktor Orbán, Marine Le Pen, Giorgia Meloni e Donald Trump articulam uma narrativa comum: soberania, tradição, identidade. Mas que Europa emerge deste conluio?
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