Pode uma ideia unir uma nação e, ao mesmo tempo, justificar a exclusão? A identidade nacional, frequentemente evocada como património cultural ou símbolo de soberania, é, nas mãos da extrema-direita, convertida em arma política. Serve para definir fronteiras simbólicas entre “os de dentro” e “os de fora”, e transforma diferenças sociais ou culturais em ameaças existenciais. Esta operação simbólica sustenta um dos pilares do discurso extremista contemporâneo: a xenofobia — refinada, embutida no vocabulário nacionalista e apresentada como defesa da “civilização” ou “modo de vida”.
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XENOFOBIA OU RACISMO? A LINHA TÉNUE QUE ESCONDE O PRECONCEITO ESTRUTURAL
De África do Sul ao Japão, passando pela França, o termo “xenofobia” é frequentemente invocado para designar ódio ao estrangeiro. Mas será esta designação suficiente — ou serve antes para camuflar realidades mais profundas de racismo estrutural e desigualdades enraizadas?
Silenciadas nas Urnas: O Impacto da Extrema-Direita nos Direitos das Minorias
Num momento em que partidos de extrema-direita conquistam assentos parlamentares e influência institucional em vários países europeus — Portugal incluído — cresce a preocupação com os efeitos reais dessas forças políticas na vida das minorias étnicas, religiosas, sexuais e sociais. Muito para além da retórica de campanha, a acção legislativa desses partidos já está a ter impactos concretos em políticas de igualdade, inclusão e cidadania.
O Negócio do Medo: Quem Lucra com a Xenofobia em Portugal?
A hostilidade contra imigrantes e minorias étnicas não nasce no vazio. É cultivada, amplificada — e, muitas vezes, financiada. Em Portugal, a ascensão do discurso xenófobo não é apenas uma tendência política ou cultural: é também um negócio. Quem está a lucrar com o medo? E como se financia a máquina que transforma preconceito em influência?
Cristianismo e racismo: a Doutrina Social da Igreja contra o discurso de ódio
Em tempos de polarização e crescimento da extrema-direita, marcada por retóricas de…
Bruno Mascarenhas: cavalo de Troia da extrema-direita radical
Fontes Perguntar ao ChatGPT O Homem e o Partido Bruno Mascarenhas: o…
Quando o Ódio Vem de Cima: Como o Discurso Político do Chega Está a Moldar uma Geração
Lisboa, 28 de Julho de 2025Cresce em Portugal uma geração exposta, desde…
Infância em Risco: Como a Escola Está a Reagir ao Crescimento da Intolerância
Lisboa, 28 de Julho de 2025A sala de aula, outrora refúgio de…
Raízes históricas da extrema-direita: o velho espectro que volta a assombrar a Europa
Quem são, de onde vêm e por que continuam a crescer? O ressurgimento da extrema-direita no século XXI, longe de ser um fenómeno espontâneo ou marginal, é alimentado por raízes fundas que se entrelaçam com crises cíclicas do capitalismo, traumas mal resolvidos da história europeia e um descontentamento social que as democracias liberais não conseguiram canalizar. Hoje, partidos com discursos radicais ascendem em urnas democráticas por toda a Europa — de Le Pen a Meloni, de Orbán a Abascal — com uma retórica que ecoa, em surdina ou à superfície, o ideário fascista do século passado.
Make Europe Great Again? A Nova Internacional Reacionária
De Budapeste a Mar-a-Lago, passando por Paris, Varsóvia ou Roma, uma teia de alianças une líderes iliberais e populistas num projeto transnacional que visa desconstruir a ordem liberal internacional. Sob o lema implícito de “Make Europe Great Again”, figuras como Viktor Orbán, Marine Le Pen, Giorgia Meloni e Donald Trump articulam uma narrativa comum: soberania, tradição, identidade. Mas que Europa emerge deste conluio?