“Durante anos, acordava a meio da noite a gritar. Mas não sabia porquê.”
O testemunho é de Ana P., filha de um preso político torturado pela PIDE em 1967. O pai morreu em 1993 sem nunca ter conseguido falar do que viveu na António Maria Cardoso. O trauma foi-lhe tatuado na carne e herdado, em silêncio, pela família. E não é caso único. Milhares de vítimas da repressão salazarista carregaram feridas invisíveis, quase sempre ignoradas — pela sociedade, pelo Estado, pela própria história.
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Saúde mental sitiada: violência armada deixa 94 % dos pacientes das clínicas móveis da MSF em Hebron com trauma directo
Num vale onde oiço “bang” substitui a campainha da escola, psicólogos registam pesadelos, mutismo e ansiedade severa em crianças que nunca viram um dia sem soldados. Junho bateu outro recorde: nove em cada dez novos doentes procuraram ajuda depois de ataques de colonos ou tropas israelitas.
Inteligência artificial: a nova ameaça invisível ao pensamento humano
Num mundo onde a informação se multiplica à velocidade da luz, Yuval…
Jornalistas Alvo: Como a Morte de Colegas Está a Transformar a Profissão em Gaza
trauma jornalístico, Gaza, jornalistas sobreviventes, saúde mental, guerra Quando se trabalha em…
O Pós-Tortura: Vidas em Ruínas e a Herança Invisível da Repressão da PIDE
O silêncio é um ruído que nunca se cala. Para muitos dos sobreviventes da repressão política do Estado Novo, o fim da ditadura não trouxe verdadeira liberdade. Trouxe apenas um novo tipo de cárcere: o da memória. Depois da tortura, veio o esquecimento, a solidão, a ausência de reconhecimento institucional e a lenta erosão da saúde mental e física.
Feridas Invisíveis: O Impacto Psicológico do Ódio nas Comunidades-Alvo
Em bairros periféricos, escolas, redes sociais e até no Parlamento, o discurso de ódio encontrou espaço e, pior, audiência. As vítimas raramente são ouvidas, mas as suas feridas são reais e profundas. Esta reportagem mergulha nas histórias pessoais de quem vive sob o estigma constante da exclusão e analisa, com especialistas, as consequências psicológicas da discriminação quotidiana.
Redes sociais minam saúde mental infantil e confiança democrática, alertam especialistas
O impacto das redes sociais no desenvolvimento infantil e na qualidade das democracias liberais está a tornar-se insustentável. A crítica, já enunciada por diversos especialistas e agora reforçada com nova evidência internacional, centra-se na forma como plataformas como TikTok, Facebook, Instagram e X (ex-Twitter) exploram a atenção das crianças e jovens para maximizar lucros, descurando os danos sociais, psicológicos e políticos provocados.