Analistas e organizações de direitos humanos alertam para o uso sistemático de uma linguagem desumanizante quando se fala da Palestina. Termos como “animais”, “humanos por pouco” ou “baratas” têm sido repetidos por líderes políticos, comentadores e até meios de comunicação, contribuindo para a legitimação da violência e para a indiferença perante milhares de mortes civis.
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Populismo e extrema-direita: a linguagem que constrói o inimigo e legitima o autoritário
Como se transforma o descontentamento em intolerância? No coração da ascensão da extrema-direita está o uso estratégico da linguagem. Mais do que um conjunto de ideias fixas, o populismo de cariz autoritário é uma forma de discurso que reduz a política a um conflito moral entre um “nós puro” e um “eles corrupto”. Esta oposição binária — povo versus elite, cidadãos de bem versus traidores, patriotas versus globalistas — alimenta as paixões colectivas, desarma o pensamento crítico e cria o terreno ideal para o avanço do radicalismo.
O Custo Democrático do Chega: Estamos a Adormecer Enquanto a Liberdade Arde?
Lisboa, 28 de Julho de 2025A ascensão política do Chega não se…
A Nova Linguagem do Medo: Como o Populismo Penal Está a Redesenhar a Justiça
Lisboa, 28 de Julho de 2025“Prisão perpétua já.” “Castração química.” “Tolerância zero.”…
O “Pai Político” do Racismo: Como o Chega Está a Redefinir o Que é Aceitável
Lisboa, 28 de Julho de 2025À mesa do jantar, nas filas dos…
Infância em Risco: Como a Escola Está a Reagir ao Crescimento da Intolerância
Lisboa, 28 de Julho de 2025A sala de aula, outrora refúgio de…
Dossiê Especial | Europa à Deriva: A Captura Iliberal do Projecto Europeu
A União Europeia atravessa um momento decisivo. O que começou como um projecto de paz, prosperidade e valores democráticos está a ser posto em causa por uma vaga coordenada de forças políticas que rejeitam os fundamentos do Estado de direito e da integração solidária. Este dossiê reúne seis investigações e análises de fundo que traçam o retrato desta deriva: uma captura ideológica por dentro, protagonizada por figuras como Viktor Orbán, Jordan Bardella e André Ventura, entre outros. Do veto institucional à guerra semântica, da cooptação parlamentar à ameaça eleitoral de 2029, eis o novo mapa da ameaça à democracia europeia.