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Bolhas de filtro: escapar ao algoritmo em 7 passos
Portugal entrou em 2025 com mais de oito em cada dez residentes a obter notícias nas redes sociais, enquanto a confiança nos media tradicionais desliza para mínimos históricos, segundo o Digital News Report gijn.org. Quem manda no cardápio informativo são algoritmos invisíveis que servem conteúdos “à medida” dos nossos cliques — e é aí que nascem as bolhas de filtro e as câmaras de eco. Quando, onde e por que razão acontece o isolamento? E, sobretudo, como o podemos furar sem desligar a Internet? Este guia prático responde.
Identidade nacional e xenofobia: o cimento simbólico do discurso extremista
Pode uma ideia unir uma nação e, ao mesmo tempo, justificar a exclusão? A identidade nacional, frequentemente evocada como património cultural ou símbolo de soberania, é, nas mãos da extrema-direita, convertida em arma política. Serve para definir fronteiras simbólicas entre “os de dentro” e “os de fora”, e transforma diferenças sociais ou culturais em ameaças existenciais. Esta operação simbólica sustenta um dos pilares do discurso extremista contemporâneo: a xenofobia — refinada, embutida no vocabulário nacionalista e apresentada como defesa da “civilização” ou “modo de vida”.
De Quem É o Silêncio? O Papel da União Europeia no Genocídio em Gaza
Gaza arde. A contagem de mortos ultrapassa os 38 mil. A destruição total de bairros, universidades, hospitais e redes de água e electricidade é documentada diariamente por jornalistas, ONG e agências das Nações Unidas. E, no entanto, da União Europeia ecoa um silêncio disfarçado de diplomacia. Ou pior: uma cumplicidade activa através de contratos, comércio, cooperação tecnológica e financiamento indirecto a actores do regime de ocupação.
“Totalitarismo 2.0: O Que Arendt Diria das Redes Sociais?”
A primeira vítima do totalitarismo, dizia Hannah Arendt, é a verdade. Não por censura directa — isso é apenas um sintoma — mas pelo colapso da distinção entre o verdadeiro e o falso. Quando já não sabemos no que acreditar, qualquer coisa pode parecer plausível. A partir daí, a democracia desfaz-se, não com tanques nas ruas, mas com a erosão do debate público.
Justiça Adiada – O Tribunal Penal Internacional e a Cumplicidade Silenciosa em Gaza
Diante da catástrofe humanitária em Gaza, uma pergunta ecoa por todo o mundo: onde está o Tribunal Penal Internacional (TPI)? Enquanto bairros inteiros são arrasados, civis massacrados e a infraestrutura de uma sociedade é deliberadamente reduzida a escombros, a instância suprema da justiça internacional mantém um silêncio ensurdecedor. Ou, pior ainda, uma lentidão institucional que roça a cumplicidade.