Fiscalização em Lentas Marés: Porque Falha o Estado na Defesa da Costa?

Barreiras ilegais, seguranças privados, passadiços bloqueados – e um Estado que parece assistir de longe. O litoral entre Tróia e Melides é um espelho da incapacidade estrutural de Portugal em defender o acesso público ao mar.

Bolhas de filtro: escapar ao algoritmo em 7 passos

Portugal entrou em 2025 com mais de oito em cada dez residentes a obter notícias nas redes sociais, enquanto a confiança nos media tradicionais desliza para mínimos históricos, segundo o Digital News Report gijn.org. Quem manda no cardápio informativo são algoritmos invisíveis que servem conteúdos “à medida” dos nossos cliques — e é aí que nascem as bolhas de filtro e as câmaras de eco. Quando, onde e por que razão acontece o isolamento? E, sobretudo, como o podemos furar sem desligar a Internet? Este guia prático responde.

Identidade nacional e xenofobia: o cimento simbólico do discurso extremista

Pode uma ideia unir uma nação e, ao mesmo tempo, justificar a exclusão? A identidade nacional, frequentemente evocada como património cultural ou símbolo de soberania, é, nas mãos da extrema-direita, convertida em arma política. Serve para definir fronteiras simbólicas entre “os de dentro” e “os de fora”, e transforma diferenças sociais ou culturais em ameaças existenciais. Esta operação simbólica sustenta um dos pilares do discurso extremista contemporâneo: a xenofobia — refinada, embutida no vocabulário nacionalista e apresentada como defesa da “civilização” ou “modo de vida”.

Tróia–Melides.Do Outro Lado da Vedação: As Comunidades que Perderam o Mar

antigas praias comunitárias em miragens de luxo. O que foi um espaço de pertença tornou-se território proibido.

Louvor e urna: como a cultura evangélica ecoa o discurso do Chega

Num concerto de música gospel em Almada, entre canções sobre fé e…

Israel ataca como Estado e defende-se como religião: desmontando o escudo simbólico do sionismo

Ao longo dos últimos anos, Israel tem recorrido a uma estratégia discursiva…

De Quem É o Silêncio? O Papel da União Europeia no Genocídio em Gaza

Gaza arde. A contagem de mortos ultrapassa os 38 mil. A destruição total de bairros, universidades, hospitais e redes de água e electricidade é documentada diariamente por jornalistas, ONG e agências das Nações Unidas. E, no entanto, da União Europeia ecoa um silêncio disfarçado de diplomacia. Ou pior: uma cumplicidade activa através de contratos, comércio, cooperação tecnológica e financiamento indirecto a actores do regime de ocupação.

Estado de Direito Submerso: Quando a Lei do Mar é Ignorada em Terra

Apesar das leis sólidas que protegem o litoral português, a sua aplicação desvanece-se perante os interesses do turismo de luxo. O caso Tróia–Melides é sintomático de uma erosão jurídica tão alarmante quanto a ecológica.

“Totalitarismo 2.0: O Que Arendt Diria das Redes Sociais?”

A primeira vítima do totalitarismo, dizia Hannah Arendt, é a verdade. Não por censura directa — isso é apenas um sintoma — mas pelo colapso da distinção entre o verdadeiro e o falso. Quando já não sabemos no que acreditar, qualquer coisa pode parecer plausível. A partir daí, a democracia desfaz-se, não com tanques nas ruas, mas com a erosão do debate público.

Justiça Adiada – O Tribunal Penal Internacional e a Cumplicidade Silenciosa em Gaza

Diante da catástrofe humanitária em Gaza, uma pergunta ecoa por todo o mundo: onde está o Tribunal Penal Internacional (TPI)? Enquanto bairros inteiros são arrasados, civis massacrados e a infraestrutura de uma sociedade é deliberadamente reduzida a escombros, a instância suprema da justiça internacional mantém um silêncio ensurdecedor. Ou, pior ainda, uma lentidão institucional que roça a cumplicidade.