O Pós-Tortura: Vidas em Ruínas e a Herança Invisível da Repressão da PIDE

O silêncio é um ruído que nunca se cala. Para muitos dos sobreviventes da repressão política do Estado Novo, o fim da ditadura não trouxe verdadeira liberdade. Trouxe apenas um novo tipo de cárcere: o da memória. Depois da tortura, veio o esquecimento, a solidão, a ausência de reconhecimento institucional e a lenta erosão da saúde mental e física.

Quando a ONU declarou que o sionismo era racismo: o legado da Resolução 3379 e a disputa pela narrativa internacional

Em 10 de novembro de 1975, a Assembleia Geral da ONU aprovou…

Como Abba Eban confundiu anti-sionismo com antissemitismo e silenciou o debate

. Quando a crítica vira tabu: o legado ambíguo de Abba Eban…

Saúde materna Gaza: mulheres a parir sob bombas e sem anestesia

A guerra que devasta a Faixa arranca vidas ainda antes de estas começarem: a mortalidade materna subiu de 19 para 43 mortes por 100 000 nados-vivos em apenas dois anos . Em média, uma mulher ou rapariga morre a cada hora sob os ataques e o cerco israelitas, segundo a ONU Mulheres, que contabiliza mais de 28 000 mulheres e meninas mortas desde Outubro de 2023 . Porquê este salto trágico? Porque partos acontecem em tendas, cesarianas são feitas à luz de telemóveis e incubadoras ficam paradas na fronteira por falta de combustível.

Quando a precisão mata a empatia: o erro moral de João Miguel Tavares sobre Gaza

Nesta crítica incisiva, exploramos os comentários controversos de João Miguel Tavares sobre a situação em Gaza. Embora ele insista na precisão semântica, acusando outros de hipérbole, sua retórica corre o risco de ofuscar a tragédia humanitária em curso. Ao priorizar definições em detrimento da empatia, a abordagem de Tavares convida à análise tanto do ponto de vista moral quanto retórico, destacando os perigos de reduzir o sofrimento humano a um mero debate acadêmico.