Num momento em que partidos de extrema-direita conquistam assentos parlamentares e influência institucional em vários países europeus — Portugal incluído — cresce a preocupação com os efeitos reais dessas forças políticas na vida das minorias étnicas, religiosas, sexuais e sociais. Muito para além da retórica de campanha, a acção legislativa desses partidos já está a ter impactos concretos em políticas de igualdade, inclusão e cidadania.
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Louvor e urna: como a cultura evangélica ecoa o discurso do Chega
Num concerto de música gospel em Almada, entre canções sobre fé e…
Portugal a caminho de uma bancada evangélica? O futuro da fé na política
Quando Pedro Correia e Daniel Teixeira entraram na Assembleia da República em…
Populismo e extrema-direita: a linguagem que constrói o inimigo e legitima o autoritário
Como se transforma o descontentamento em intolerância? No coração da ascensão da extrema-direita está o uso estratégico da linguagem. Mais do que um conjunto de ideias fixas, o populismo de cariz autoritário é uma forma de discurso que reduz a política a um conflito moral entre um “nós puro” e um “eles corrupto”. Esta oposição binária — povo versus elite, cidadãos de bem versus traidores, patriotas versus globalistas — alimenta as paixões colectivas, desarma o pensamento crítico e cria o terreno ideal para o avanço do radicalismo.
Quando o louvor encontra a política: gospel e Chega no espaço cultural evangélico
Na nave de uma igreja em Odivelas, a banda inicia o culto…
Votar com Raiva: Como a Emoção Alavanca a Propaganda do Chega
Em política, nem sempre se vota com a razão — muitas vezes,…
Do Brasil a Setúbal: como os evangélicos estão a mudar o mapa eleitoral português
No bairro da Bela Vista, em Setúbal, as ruas ecoam sotaques do…
O Efeito Sputnik: Como o Chega Adapta Notícias Falsas para o Público Português
Num mundo onde a desinformação viaja à velocidade de um clique, a…
O Negócio do Medo: Quem Lucra com a Xenofobia em Portugal?
A hostilidade contra imigrantes e minorias étnicas não nasce no vazio. É cultivada, amplificada — e, muitas vezes, financiada. Em Portugal, a ascensão do discurso xenófobo não é apenas uma tendência política ou cultural: é também um negócio. Quem está a lucrar com o medo? E como se financia a máquina que transforma preconceito em influência?
O Troll Nacionalista: Ventura e os Exércitos Digitais do Chega
No subsolo da política digital portuguesa, longe da ribalta dos telejornais e…