De Budapeste a Mar-a-Lago, passando por Paris, Varsóvia ou Roma, uma teia de alianças une líderes iliberais e populistas num projeto transnacional que visa desconstruir a ordem liberal internacional. Sob o lema implícito de “Make Europe Great Again”, figuras como Viktor Orbán, Marine Le Pen, Giorgia Meloni e Donald Trump articulam uma narrativa comum: soberania, tradição, identidade. Mas que Europa emerge deste conluio?
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Patriotas ou Predadores? O Plano da Direita Radical para Desfigurar a Europa
Com o surgimento do grupo Patriotas pela Europa (PfE), a extrema-direita europeia consolida um novo centro de gravidade político. Sob a liderança de Viktor Orbán, Jordan Bardella e partidos como o Chega, esta coligação visa remodelar o projeto europeu a partir de valores iliberais. Qual é o plano? Quem são os protagonistas? E que Europa pretendem?
Católicos Contra o Medo: Como a Fé Está a Vacinar Portugal Contra o Ódio
Movimentos paroquiais, catequistas e grupos de jovens levam o Evangelho às periferias…
Sociedade civil resiste ao ódio: movimentos humanistas contra-atacam radicalização na europa
De Lisboa a Varsóvia, crescem iniciativas locais que promovem empatia, justiça social e reconstrução comunitária — “A ética também é uma força política”, dizem activistas.
E Se o Humanismo Fosse Voto?
Numa era dominada por discursos de medo, exclusão e violência simbólica, o humanismo parece ter sido relegado para as margens do debate político. A ascensão da extrema-direita em Portugal, com o Chega à cabeça, trouxe para o centro da arena pública uma retórica baseada na punição, na pureza nacional e na suspeição do outro. Mas e se, por uma vez, pensássemos o contrário? E se o humanismo deixasse de ser apenas um princípio ético ou um ideal filosófico e se tornasse um programa político? Um voto.
A Nova Face do Autoritarismo: Porque Devemos Levar a Sério os Sinais do Passado
Portugal ergueu a sua democracia sobre os escombros de uma ditadura. Quase meio século depois do 25 de Abril, os fantasmas do passado começam a reaparecer — não como espectros silenciosos, mas com voz de tribuna e estética de campanha. O Chega, liderado por André Ventura, tem reintroduzido no espaço público símbolos, discursos e práticas que recordam o autoritarismo do Estado Novo. A pergunta impõe-se: estamos a assistir a um ensaio de reabilitação do fascismo à portuguesa?
Da Bíblia ao Parlamento: Como a Fé Está a Ser Reinterpretada pela Extrema-Direita
A fé cristã, durante séculos eixo moral e espiritual de milhões, tornou-se nos últimos anos um campo de disputa política. Em Portugal, o Chega tem assumido um papel de vanguarda nessa instrumentalização simbólica. Cruzando slogans bíblicos com propostas securitárias, o partido procura legitimar uma agenda de exclusão com referências religiosas. Mas até que ponto essa apropriação da fé corresponde ao cristianismo vivido nas igrejas e nas comunidades?
Ventura vs. Vaticano: Quando a Política Usa o Rosário
Extrema-direita tenta apropriar-se da simbologia cristã, mas o Vaticano e os católicos…
Portugal à Beira de uma Guerra Cultural? A Influência do Chega nos Novos Costumes
Não é apenas nas urnas que a extrema-direita portuguesa está a tentar redefinir o país. O Chega, através de um discurso combativo sobre identidade nacional, “tradições” e valores morais, está a fomentar aquilo que muitos analistas já descrevem como uma verdadeira guerra cultural. Esta ofensiva simbólica não se limita à política institucional. Estende-se às escolas, aos media, à linguagem e até à arte.
À Direita de Deus: A Coerência (ou Falta Dela) Entre o Chega e os Valores Cristãos
O Chega apresenta-se com frequência como defensor acérrimo da tradição cristã. Discursos inflamados de André Ventura invocam “Deus, pátria e família” como trave-mestra do seu projecto político. Mas até que ponto esta retórica coaduna com os valores fundamentais do cristianismo, como a compaixão, o perdão e o acolhimento do próximo?