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“Pensar Para Não Matar: A Filosofia de Arendt como Antídoto ao Extremismo”
“O maior perigo é o homem que não pensa.” A frase não é de um político nem de um activista, mas de uma filósofa: Hannah Arendt. Nascida na Alemanha em 1906, Arendt viveu e estudou o século mais violento da História europeia. Fugiu do nazismo, perdeu a pátria, viu de perto a destruição causada por ideologias totalitárias. E, no meio do caos, deixou um aviso: o mal pode ser cometido por pessoas normais — desde que deixem de pensar.
A Linha da Maré: Que Futuro para o Litoral Português?
Seis artigos. Seis ângulos. Uma realidade: o acesso público às praias em Portugal está a
ser erodido — não apenas pela natureza, mas por interesses privados, falta de
fiscalização e negligência política. A faixa Tróia–Melides é o aviso. O resto do país pode
ser o próximo.
Quando o Silêncio Mata: O Papel dos Médicos ao Serviço da PIDE
“Não há marcas visíveis. Está apto para interrogatório.”
A frase, presente em vários relatórios da polícia política portuguesa, não era dita por um agente da PIDE. Era, na maioria dos casos, escrita ou confirmada por um médico. No Estado Novo, a medicina não foi sempre neutra. Em muitas situações, foi cúmplice — cúmplice activa ou cúmplice por omissão. O corpo clínico das prisões políticas e dos centros de detenção desempenhou um papel central na manutenção da repressão.
Populismo e extrema-direita: a linguagem que constrói o inimigo e legitima o autoritário
Como se transforma o descontentamento em intolerância? No coração da ascensão da extrema-direita está o uso estratégico da linguagem. Mais do que um conjunto de ideias fixas, o populismo de cariz autoritário é uma forma de discurso que reduz a política a um conflito moral entre um “nós puro” e um “eles corrupto”. Esta oposição binária — povo versus elite, cidadãos de bem versus traidores, patriotas versus globalistas — alimenta as paixões colectivas, desarma o pensamento crítico e cria o terreno ideal para o avanço do radicalismo.
Do Brasil a Lisboa: Exportação da Extrema-Direita e os Crimes Transnacionais
Num mundo hiperconectado, os extremismos também se globalizaram. De Brasília a Lisboa, passando por Budapeste, Miami e Madrid, redes da extrema-direita articulam-se num fluxo transnacional de ideias, símbolos, dinheiro e táticas de radicalização. Portugal, com a sua diáspora brasileira e posição geopolítica estratégica, tornou-se um elo discreto mas vital nessa engrenagem.