Departamento de Guerra: o rebranding de Trump redesenha o papel dos EUA no mundo

O gesto foi aparentemente simples, mas de um simbolismo esmagador: numa manhã…

Desinformação sobre Gaza: guia prático para não cair

Como identificar narrativas tóxicas, separar termos jurídicos e travar o ruído nas…

Civis Alvejados à Fome: Como Israel Transformou Ajuda Humanitária em Armadilha Mortal

La Faixa de Gaza, onde mais de dois milhões de pessoas vivem…

“Pensar Para Não Matar: A Filosofia de Arendt como Antídoto ao Extremismo”

“O maior perigo é o homem que não pensa.” A frase não é de um político nem de um activista, mas de uma filósofa: Hannah Arendt. Nascida na Alemanha em 1906, Arendt viveu e estudou o século mais violento da História europeia. Fugiu do nazismo, perdeu a pátria, viu de perto a destruição causada por ideologias totalitárias. E, no meio do caos, deixou um aviso: o mal pode ser cometido por pessoas normais — desde que deixem de pensar.

A Linha da Maré: Que Futuro para o Litoral Português?

Seis artigos. Seis ângulos. Uma realidade: o acesso público às praias em Portugal está a ser erodido — não apenas pela natureza, mas por interesses privados, falta de fiscalização e negligência política. A faixa Tróia–Melides é o aviso. O resto do país pode ser o próximo.

Portugal Pode Ignorar Gaza? A Responsabilidade dos Estados Parte do TPI

O Penal Internacional (TPI) emitiu, em maio de 2025, mandados de prisão…

Quando o Silêncio Mata: O Papel dos Médicos ao Serviço da PIDE

“Não há marcas visíveis. Está apto para interrogatório.” A frase, presente em vários relatórios da polícia política portuguesa, não era dita por um agente da PIDE. Era, na maioria dos casos, escrita ou confirmada por um médico. No Estado Novo, a medicina não foi sempre neutra. Em muitas situações, foi cúmplice — cúmplice activa ou cúmplice por omissão. O corpo clínico das prisões políticas e dos centros de detenção desempenhou um papel central na manutenção da repressão.

Populismo e extrema-direita: a linguagem que constrói o inimigo e legitima o autoritário

Como se transforma o descontentamento em intolerância? No coração da ascensão da extrema-direita está o uso estratégico da linguagem. Mais do que um conjunto de ideias fixas, o populismo de cariz autoritário é uma forma de discurso que reduz a política a um conflito moral entre um “nós puro” e um “eles corrupto”. Esta oposição binária — povo versus elite, cidadãos de bem versus traidores, patriotas versus globalistas — alimenta as paixões colectivas, desarma o pensamento crítico e cria o terreno ideal para o avanço do radicalismo.

O novo cenário: regras europeias, dúvidas nacionais

O DSA impõe obrigações inéditas às grandes plataformas (VLOPs/VLOSEs): acesso a dados…

Do Brasil a Lisboa: Exportação da Extrema-Direita e os Crimes Transnacionais

Num mundo hiperconectado, os extremismos também se globalizaram. De Brasília a Lisboa, passando por Budapeste, Miami e Madrid, redes da extrema-direita articulam-se num fluxo transnacional de ideias, símbolos, dinheiro e táticas de radicalização. Portugal, com a sua diáspora brasileira e posição geopolítica estratégica, tornou-se um elo discreto mas vital nessa engrenagem.