The Latest
Memórias Fragmentadas: As Sequelas Psicológicas da Tortura da PIDE
“Durante anos, acordava a meio da noite a gritar. Mas não sabia porquê.”
O testemunho é de Ana P., filha de um preso político torturado pela PIDE em 1967. O pai morreu em 1993 sem nunca ter conseguido falar do que viveu na António Maria Cardoso. O trauma foi-lhe tatuado na carne e herdado, em silêncio, pela família. E não é caso único. Milhares de vítimas da repressão salazarista carregaram feridas invisíveis, quase sempre ignoradas — pela sociedade, pelo Estado, pela própria história.
Seguir o dinheiro: quem lucra com a expansão de colonatos que expulsa famílias palestinianas?
Do erário israelita às isenções fiscais nos EUA, passando por bancos que colocam “war bonds” no mercado, a engenharia financeira da ocupação movimenta centenas de milhões. Cada shekel investido converte-se em terras confiscadas, casas demolidas e famílias palestinianas em fuga.
Os Bufos da PIDE: A Rede de Espionagem Cidadã Que Silenciou Portugal
“O seu colega do gabinete pode muito bem ser um informador.”
Durante 48 anos, esta era uma possibilidade constante em Portugal. Sob o Estado Novo, a repressão política não se fazia apenas por via das prisões, da censura ou da tortura. Fazia-se também — e sobretudo — por meio de uma rede invisível, capilar, de milhares de civis que delatavam amigos, vizinhos, colegas e até familiares à PIDE. A polícia política portuguesa montou um sistema de espionagem cidadã que minou a confiança social e envenenou o convívio humano durante gerações.
Saúde mental sitiada: violência armada deixa 94 % dos pacientes das clínicas móveis da MSF em Hebron com trauma directo
Num vale onde oiço “bang” substitui a campainha da escola, psicólogos registam pesadelos, mutismo e ansiedade severa em crianças que nunca viram um dia sem soldados. Junho bateu outro recorde: nove em cada dez novos doentes procuraram ajuda depois de ataques de colonos ou tropas israelitas.
“Não é barraquinha”: o renascimento da habitação modular em Portugal
Num país em que o tempo de espera por habitação pública ultrapassa os cinco anos em zonas urbanas, a habitação modular começa a ganhar espaço. Mais rápida, mais barata e energeticamente eficiente, esta alternativa — já comum em cidades como Helsínquia ou Toronto — enfrenta em Portugal o estigma da precariedade e obstáculos legais desatualizados.