Resumo
- Segundo os registos, entre 1964 e 1974 a PIDE/DGS mantinha em Moçambique uma rede de vigilância com cerca de 400 agentes permanentes, distribuídos por cidades estratégicas como Lourenço Marques (hoje Maputo), Beira, Nampula e Tete.
- • Tortura física e psicológica, com uso de choques eléctricos, espancamentos, afogamento simulado e privação sensorial;• Execuções extrajudiciais, frequentemente disfarçadas de confrontos armados;• Prisão sem acusação formal, com detenções prolongadas e sem direito a defesa;• Censura e vigilância massiva, incluindo intercepção de correspondência e escutas telefónicas;• Recrutamento forçado de informadores, com ameaça à integridade de familiares.
- A organização expressava “preocupação pelas condições de detenção” de presos políticos na cadeia de Machava, onde, segundo as cartas, se verificavam casos de tortura, ausência de cuidados médicos e celas sem ventilação.