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Resumo

  • Apesar de mais de 38 mil palestinianos mortos e 70 % das infraestruturas civis destruídas, o Conselho de Segurança da ONU permanece paralisado porque os Estados Unidos vetaram cinco resoluções pedindo cessar‑fogo imediato.
  • O debate sobre o veto no Conselho de Segurança revela que o mecanismo, pensado como salvaguarda, se tornou arma de impunidade, impedindo medidas que poderiam salvar vidas.
  • Para muitos, a crise em Gaza é um teste à ordem multilateral e à legitimidade do Conselho de Segurança.

O colapso em Gaza expôs uma falência ética global. Apesar de mais de 38 mil palestinianos mortos e 70 % das infraestruturas civis destruídas, o Conselho de Segurança da ONU permanece paralisado porque os Estados Unidos vetaram cinco resoluções pedindo cessar‑fogo imediato. A Rússia e a China aproveitam a crise para reforçar a retórica anti‑ocidental, mas também bloqueiam resoluções. Democracias ocidentais continuam a fornecer armas a Israel, enquanto países do Sul Global lideram a ofensiva diplomática no TPI. António Guterres tem sido uma voz solitária, exigindo cessar‑fogo, liberação de reféns e acesso irrestrito à ajuda. O debate sobre o veto no Conselho de Segurança revela que o mecanismo, pensado como salvaguarda, se tornou arma de impunidade, impedindo medidas que poderiam salvar vidas. Para muitos, a crise em Gaza é um teste à ordem multilateral e à legitimidade do Conselho de Segurança.

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