A Nova Face do Autoritarismo: Porque Devemos Levar a Sério os Sinais do Passado

Portugal ergueu a sua democracia sobre os escombros de uma ditadura. Quase meio século depois do 25 de Abril, os fantasmas do passado começam a reaparecer — não como espectros silenciosos, mas com voz de tribuna e estética de campanha. O Chega, liderado por André Ventura, tem reintroduzido no espaço público símbolos, discursos e práticas que recordam o autoritarismo do Estado Novo. A pergunta impõe-se: estamos a assistir a um ensaio de reabilitação do fascismo à portuguesa?
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Da Bíblia ao Parlamento: Como a Fé Está a Ser Reinterpretada pela Extrema-Direita

A fé cristã, durante séculos eixo moral e espiritual de milhões, tornou-se nos últimos anos um campo de disputa política. Em Portugal, o Chega tem assumido um papel de vanguarda nessa instrumentalização simbólica. Cruzando slogans bíblicos com propostas securitárias, o partido procura legitimar uma agenda de exclusão com referências religiosas. Mas até que ponto essa apropriação da fé corresponde ao cristianismo vivido nas igrejas e nas comunidades?
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Portugal à Beira de uma Guerra Cultural? A Influência do Chega nos Novos Costumes

Não é apenas nas urnas que a extrema-direita portuguesa está a tentar redefinir o país. O Chega, através de um discurso combativo sobre identidade nacional, “tradições” e valores morais, está a fomentar aquilo que muitos analistas já descrevem como uma verdadeira guerra cultural. Esta ofensiva simbólica não se limita à política institucional. Estende-se às escolas, aos media, à linguagem e até à arte.
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À Direita de Deus: A Coerência (ou Falta Dela) Entre o Chega e os Valores Cristãos

O Chega apresenta-se com frequência como defensor acérrimo da tradição cristã. Discursos inflamados de André Ventura invocam “Deus, pátria e família” como trave-mestra do seu projecto político. Mas até que ponto esta retórica coaduna com os valores fundamentais do cristianismo, como a compaixão, o perdão e o acolhimento do próximo?
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Do Ódio ao Voto: Quem Financia a Extrema-Direita em Portugal?

Num contexto de ascensão populista, onde o discurso do medo e do ressentimento se converte em votos, impõe-se uma pergunta essencial: quem financia a extrema-direita portuguesa? Esta investigação segue o rasto do dinheiro, da contabilidade partidária às redes de apoio internacional, expondo os vínculos institucionais, empresariais e ideológicos que sustentam o crescimento do Chega e de grupos afins.
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Portugal Radicalizado: A Queda da “Exceção” e a Ascensão do Chega

Por muito tempo, Portugal foi considerado um caso único na Europa Ocidental. Enquanto o populismo de extrema-direita ganhava força em democracias consolidadas como a França, a Áustria ou a Alemanha, o Estado lusitano parecia imune a essa vaga ideológica. Entre analistas e comentadores, consolidou-se a ideia da “exceção portuguesa”. Mas, desde 2015, esse mito está em colapso. A entrada do Chega no Parlamento em 2019 marca o ponto de viragem.
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De Salazar ao Telegram: A Evolução Estratégica da Extrema-Direita Portuguesa

Da ditadura nacionalista à propaganda digital cifrada, a extrema-direita portuguesa atravessou cinco décadas de mutações — tácticas, estéticas e discursivas. Esta investigação oferece uma análise crítica da sua metamorfose: dos exilados do pós-25 de Abril aos deputados do Chega, passando pelos fóruns neonazis e claques de futebol. Um percurso subterrâneo, mas persistente, com implicações sérias para a democracia contemporânea.
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