São sete da tarde e dezenas de mochilas térmicas amarelas e azuis atravessam, a pedal ou a motor, as ruas de Lisboa e Porto. Sob o pretexto de liberdade e flexibilidade, milhares de estafetas trabalham, por vezes até 12 horas seguidas, sem salário mínimo, sem direito a férias, sem contrato de trabalho. Dizem-lhes que são “parceiros independentes”. A verdade é outra: são o rosto mais visível de uma nova forma de exploração laboral algorítmica que floresce à margem da legislação.
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