“Vieram pelas urnas”: Como o fascismo subverteu a democracia de dentro

Nem tanques, nem golpes. Quando o fascismo ascendeu ao poder na Europa do século XX, não o fez à força. Fê-lo através das urnas, dos parlamentos e da legalidade. Esta é uma das lições mais incómodas da história política moderna — e uma das mais ignoradas. Mussolini tornou-se primeiro-ministro da Itália após o Rei Victor Emmanuel III lhe entregar o poder, pressionado pela Marcha sobre Roma, mas dentro do quadro constitucional. Hitler foi nomeado chanceler da Alemanha depois de vitórias eleitorais e acordos parlamentares.
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A anatomia do fascismo: Lições de Paxton para entender o presente político europeu

O fascismo não é uma relíquia do passado. É uma possibilidade política sempre latente. Esta é a tese central de Robert O. Paxton, historiador norte-americano e autor de The Anatomy of Fascism, obra que se tornou referência obrigatória para compreender a lógica interna dos regimes totalitários do século XX — e as suas possíveis ressonâncias actuais.
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PIDE 2.0? O Que a Repressão de Ontem Ensina Sobre a Vigilância de Hoje

A PIDE não desapareceu. Transformou-se. Não sobrou intacta como instituição, mas o seu método — vigiar, infiltrar, manipular, silenciar — ganhou novas formas nas democracias digitais do século XXI. Neste artigo, cruzamos os métodos clássicos da repressão do Estado Novo com as tecnologias de controlo contemporâneo — da vigilância digital aos algoritmos de monitorização social — para perguntar, sem nostalgia nem alarmismo: estamos a construir um novo modelo de repressão, apenas mais subtil e mais eficaz?
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O fascismo não morreu: Ideologia do século XX persiste nas democracias do século XXI

Um século após a ascensão de Mussolini ao poder em Itália, o fascismo continua vivo – não nos desfiles de camisas negras nem nas saudações romanas, mas sob novas formas, com novas linguagens, adaptado aos tempos digitais. A ideologia autoritária, ultranacionalista e antidemocrática que moldou a história europeia do século XX ressurge hoje sob máscaras populistas, discursos de ódio e redes sociais envenenadas.
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Democracia em Quarentena: Como a UE Se Tornou Refém de Um Só Homem

A Hungria de Viktor Orbán é hoje o exemplo mais acabado de uma autocracia eleitoral no seio da União Europeia. Durante anos, o sistema comunitário revelou-se incapaz de conter a deriva autoritária em Budapeste — e agora enfrenta a amarga constatação de que um único Estado-membro pode travar o conjunto da máquina europeia. A democracia europeia está refém. Mas será irreversível?
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