A estética do fascismo no século XXI: símbolos e imagens ao serviço da extrema-direita

O que une um discurso inflamado com um emoji irónico? Ou uma saudação nacionalista com uma imagem filtrada nas redes sociais? No universo político contemporâneo, a estética deixou de ser mero adorno. Torna-se linguagem, ferramenta e arma. E na extrema-direita — particularmente entre os grupos com afinidades fascistas — o uso de símbolos, rituais e imagéticas ressignificadas é parte central da estratégia de mobilização e de normalização do radicalismo.
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A Máquina do Ódio: Como o Discurso Radical Contamina o Debate Nacional

Numa altura em que o ruído digital supera o debate informado, o Chega ergue-se como uma das principais forças a manipular a esfera pública portuguesa com uma estratégia concertada de retórica desumanizante, populismo emocional e disseminação sistemática de desinformação. Este artigo propõe-se investigar, com base em dados empíricos e análise discursiva, o modus operandi da extrema-direita portuguesa na conquista da agenda mediática.
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