Por que esta acusação é diferente?
No meio da violência que se abate sobre Gaza desde 2023, os apelos por uma investigação internacional tornaram-se um refrão recorrente. Mas quando Francesca Albanese, relatora especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos nos Territórios Palestinianos Ocupados, subiu o tom e usou a palavra “genocídio”, o mundo estremeceu. O termo carrega um peso legal e histórico de tal magnitude que a sua invocação exige provas robustas, consequências severas e, sobretudo, coragem política.
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Saúde materna Gaza: mulheres a parir sob bombas e sem anestesia
A guerra que devasta a Faixa arranca vidas ainda antes de estas começarem: a mortalidade materna subiu de 19 para 43 mortes por 100 000 nados-vivos em apenas dois anos . Em média, uma mulher ou rapariga morre a cada hora sob os ataques e o cerco israelitas, segundo a ONU Mulheres, que contabiliza mais de 28 000 mulheres e meninas mortas desde Outubro de 2023 . Porquê este salto trágico? Porque partos acontecem em tendas, cesarianas são feitas à luz de telemóveis e incubadoras ficam paradas na fronteira por falta de combustível.
Observador e a encenação da fome: quando o jornalismo falha à verdade
O Observador voltou a ser notícia — não pela qualidade do seu…
Hospitais debaixo de fogo: colapso do sistema de saúde de Gaza
Gaza conta apenas 19 dos 36 hospitais ainda operacionais — muitos limitam-se a primeiros socorros. Pelo menos 94 % das unidades estão danificadas ou destruídas; restam 2 000 camas para mais de dois milhões de residentes. A Organização Mundial de Saúde avisa: “o sistema quebrou, cada novo ataque apaga semanas de reparações”.
Fome planeada em Gaza: uma política de extermínio à luz dos números
O título do artigo publicado a 31 de Julho de 2025 no…
Gaza: Manifesto à Comunicação Social
🟥 Manifesto à Comunicação SocialNegar a realidade é desinformar: a ONU não…
Reconstrução Gaza: lições do passado, inovação humanitária para depois da ruína
Cada bomba fende paredes e finanças. A conta preliminar da recuperação ronda 53 000 milhões de dólares (c. 49 000 M€) para a próxima década, estima o Banco Mundial, com 20 000 M€ só nos primeiros três anos . Some-se, ainda, a perda acumulada de 35,8 mil M€ de PIB entre 2007-2023, calculada pela UNCTAD — o equivalente a dezassete vezes a riqueza anual de Gaza antes da ofensiva total . Será possível erguer futuro sobre um buraco desse tamanho?
Portugal e Gaza: fundos, votos e negócios – radiografia da coerência
O Governo português gaba-se de estar “do lado certo da História” no conflito israelo-palestiniano. No papel, há 20 milhões de euros prometidos a Gaza em menos de 18 meses, sucessivos votos a favor do cessar-fogo nas Nações Unidas e até a remoção de uma bandeira nacional de um navio carregado de explosivos para Israel. Mas basta espreitar as estatísticas das exportações militares – 1,07 M€ em munições e granadas enviados para Telavive desde Outubro de 2023 – para perceber que o discurso humanitário bate de frente com a prática comercial. Afinal, quantos euros entram em Gaza e quantos projécteis saem de Portugal?
Fome em Gaza: o cerco que mata lentamente dia após dia
Gaza, Junho 2025 — Sob um bloqueio que impede a entrada de seis em cada dez camiões de géneros básicos, 66 crianças já morreram de desnutrição e 18 741 foram hospitalizadas por malnutrição aguda desde Janeiro. O número, confirmado por UNICEF e OCHA, revela uma crise que alastra como pólvora num território onde o pão é tão raro como a electricidade.
Crimes de guerra ou genocídio? Juristas analisam Gaza
Quando o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu, a 21 de Novembro de 2024, mandados de captura para Benjamin Netanyahu e Yoav Gallant, o debate jurídico sobre a sangrenta ofensiva israelita em Gaza ganhou novo fôlego. Pela primeira vez um primeiro-ministro de um Estado aliado do Ocidente enfrenta acusações formais de matar civis por fome e ataques desproporcionados. Do outro lado, líderes do Hamas também são visados por crimes contra a humanidade. Quem decide, afinal, se o horror configura “simples” crime de guerra ou o patamar supremo de genocídio?