Líder da oposição em 2025 — paradoxos de legitimidade quando pairam condenações
Em junho de 2025, André Ventura foi formalmente reconhecido como líder da oposição, na sequência das eleições legislativas que consagraram o Chega como segunda força política no Parlamento. O marco é, por si só, histórico: um partido fundado em 2019, com raízes num discurso populista e nacionalista, atinge em seis anos um estatuto institucional de destaque. Mas essa ascensão vem ladeada por uma sombra persistente — a de condenações judiciais e administrativas por práticas discriminatórias, incluindo assédio étnico, discurso de ódio e segregação social.