Resumo
- Doze caixas, rotuladas com a sigla temida da polícia política – PIDE/DGS – e contendo documentação original sobre a repressão em Moçambique, emergiram do silêncio graças ao trabalho persistente de um arquivista.
- As provas materiais de perseguição, tortura e execução de opositores políticos reabriram o debate sobre a responsabilidade do Estado português nos crimes do colonialismo tardio.
- Esta opacidade, intencional ou não, permitiu que escapassem à atenção da Comissão Nacional de Justiça e Paz, do Tribunal Militar Especial e da comunidade académica que há décadas denuncia o apagamento da violência colonial.