Resumo
- Apesar de dez resoluções discutidas no Conselho de Segurança entre Outubro de 2023 e Julho de 2025, apenas uma foi aprovada, e cinco foram vetadas pelos EUA com o argumento de autodefesa.
- Juristas alertam que a ONU perdeu capacidade de coerção e que só um consenso alargado fora do Conselho poderá viabilizar a tríade.
- Sem medidas concretas, a proposta de Guterres corre o risco de se tornar um epitáfio diplomático.
Em Dezembro de 2023, o secretário‑geral das Nações Unidas, António Guterres, apresentou a “tríade” de imperativos para Gaza: cessar‑fogo humanitário imediato, liberação de todos os reféns e acesso irrestrito da ajuda humanitária. Apesar de dez resoluções discutidas no Conselho de Segurança entre Outubro de 2023 e Julho de 2025, apenas uma foi aprovada, e cinco foram vetadas pelos EUA com o argumento de autodefesa. Negociações para troca de reféns permanecem estagnadas, com Israel recusando libertar prisioneiros e detendo mais de 6.000 palestinianos sem acusação formal. A ajuda enfrenta obstáculos: em Junho só 27 % da ajuda autorizada chegou ao destino e 58 % das missões humanitárias falharam. Juristas alertam que a ONU perdeu capacidade de coerção e que só um consenso alargado fora do Conselho poderá viabilizar a tríade. Sem medidas concretas, a proposta de Guterres corre o risco de se tornar um epitáfio diplomático.