Nos últimos anos, Deus voltou ao debate político — não como tema de reflexão espiritual, mas como argumento de combate. Em comícios e redes sociais, candidatos erguem crucifixos, citam versículos, reclamam a bênção divina sobre programas partidários. Não se trata de um ressurgimento da fé pública no sentido ético ou comunitário. Trata-se, antes, de um fenómeno mais inquietante: a instrumentalização da religião ao serviço de projectos populistas e autoritários.
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religião e poder
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