Numa sala austera em Jerusalém, em 1961, senta-se Adolf Eichmann, ex-oficial nazi acusado de organizar a deportação de milhões de judeus. O mundo espera ver um monstro. O que encontra é um funcionário acanhado, de óculos espessos e frases feitas. Ao observá-lo, a filósofa Hannah Arendt escreve: “não era estupidez, era uma espécie de vazio — um fracasso em pensar.”
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Holocausto
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Do Holocausto ao Nunca Mais: A Carga Simbólica da Palavra Genocídio em Israel
Há palavras que carregam o peso de séculos. Nenhuma, porém, tão densa,…