“A Banalidade do Mal e os Fantasmas do Presente: O Legado de Hannah Arendt no Século XXI”

“A Banalidade do Mal e os Fantasmas do Presente: O Legado de Hannah Arendt no Século XXI” - Sociedade Civil
Numa sala austera em Jerusalém, em 1961, senta-se Adolf Eichmann, ex-oficial nazi acusado de organizar a deportação de milhões de judeus. O mundo espera ver um monstro. O que encontra é um funcionário acanhado, de óculos espessos e frases feitas. Ao observá-lo, a filósofa Hannah Arendt escreve: “não era estupidez, era uma espécie de vazio — um fracasso em pensar.”
View Post

“Portugal Está Imune ao Totalitarismo? Uma Leitura Arendtiana da Realidade Nacional”

“Portugal Está Imune ao Totalitarismo? Uma Leitura Arendtiana da Realidade Nacional” - Sociedade Civil
À primeira vista, Portugal parece um país imune aos impulsos totalitários. Sem histórico de partidos extremistas no poder, com uma democracia consolidada desde 1976, e uma população tendencialmente moderada, o risco parece remoto. Mas será mesmo? Hannah Arendt ensinou-nos que o totalitarismo não começa com tanques nas ruas — começa com a erosão da verdade, a atomização social e o descrédito da política. E nesse plano, os sinais são inquietantes.
View Post

“A Máquina e o Homem: Quando a Burocracia Faz o Trabalho Sujo”

Num pequeno gabinete do Estado fascista italiano, durante os anos 30, técnicos redigiam relatórios sobre a expropriação de bens de famílias judias. Tudo parecia limpo, contido, administrativo. O organismo encarregado — EGELI (Ente di Gestione e Liquidazione Immobiliare) — referia-se às vítimas como “propriedade judaica”, “activos improdutivos”, “documentos a liquidar”. Os responsáveis não usavam uniforme militar, mas traje civil. A violência acontecia por escrito.
View Post

“Pensar Para Não Matar: A Filosofia de Arendt como Antídoto ao Extremismo”

“O maior perigo é o homem que não pensa.” A frase não é de um político nem de um activista, mas de uma filósofa: Hannah Arendt. Nascida na Alemanha em 1906, Arendt viveu e estudou o século mais violento da História europeia. Fugiu do nazismo, perdeu a pátria, viu de perto a destruição causada por ideologias totalitárias. E, no meio do caos, deixou um aviso: o mal pode ser cometido por pessoas normais — desde que deixem de pensar.
View Post

Fascismo: A Ideologia que Sobreviveu ao Século XX

Passaram-se cem anos desde que Benito Mussolini liderou a Marcha sobre Roma. Noventa desde que Adolf Hitler chegou legalmente ao poder na Alemanha. Mas o fascismo — enquanto ideologia, prática política e linguagem simbólica — não desapareceu com o fim da Segunda Guerra Mundial. Pelo contrário: sobreviveu, adaptou-se e regressa hoje sob novas formas, novos rostos e novas plataformas
View Post