Políticas públicas contra a radicalização: entre a memória do fascismo e os dilemas do presente

Políticas públicas contra a radicalização: entre a memória do fascismo e os dilemas do presente - Sociedade Civil
Podem as democracias proteger-se sem se trair? Esta é a tensão que atravessa os debates contemporâneos sobre o combate à radicalização política. Em plena ascensão da extrema-direita, multiplicam-se as propostas legislativas, campanhas educativas e planos estratégicos para “prevenir o extremismo violento”. No entanto, a eficácia e legitimidade destas políticas depende da sua ancoragem ética: não basta travar o autoritarismo — é preciso fazê-lo sem adoptar os seus métodos.
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Do fascismo clássico ao extremismo digital: continuidades e mutações do autoritarismo

Será o novo autoritarismo apenas uma versão moderna do fascismo antigo? À primeira vista, os paralelos impressionam: culto da personalidade, nacionalismo exacerbado, desprezo pelas instituições democráticas, uso de inimigos internos e externos para consolidar o poder. Mas há também rupturas decisivas. O fascismo dos anos 1930 e 1940 marchava em uniformes, censurava jornais e prendia opositores em campos de concentração. O extremismo político do século XXI actua com memes, vídeos virais, ataques legislativos e campanhas de desinformação.
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“A Banalidade do Mal e os Fantasmas do Presente: O Legado de Hannah Arendt no Século XXI”

“A Banalidade do Mal e os Fantasmas do Presente: O Legado de Hannah Arendt no Século XXI” - Sociedade Civil
Numa sala austera em Jerusalém, em 1961, senta-se Adolf Eichmann, ex-oficial nazi acusado de organizar a deportação de milhões de judeus. O mundo espera ver um monstro. O que encontra é um funcionário acanhado, de óculos espessos e frases feitas. Ao observá-lo, a filósofa Hannah Arendt escreve: “não era estupidez, era uma espécie de vazio — um fracasso em pensar.”
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“Portugal Está Imune ao Totalitarismo? Uma Leitura Arendtiana da Realidade Nacional”

“Portugal Está Imune ao Totalitarismo? Uma Leitura Arendtiana da Realidade Nacional” - Sociedade Civil
À primeira vista, Portugal parece um país imune aos impulsos totalitários. Sem histórico de partidos extremistas no poder, com uma democracia consolidada desde 1976, e uma população tendencialmente moderada, o risco parece remoto. Mas será mesmo? Hannah Arendt ensinou-nos que o totalitarismo não começa com tanques nas ruas — começa com a erosão da verdade, a atomização social e o descrédito da política. E nesse plano, os sinais são inquietantes.
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Silenciadas nas Urnas: O Impacto da Extrema-Direita nos Direitos das Minorias

Num momento em que partidos de extrema-direita conquistam assentos parlamentares e influência institucional em vários países europeus — Portugal incluído — cresce a preocupação com os efeitos reais dessas forças políticas na vida das minorias étnicas, religiosas, sexuais e sociais. Muito para além da retórica de campanha, a acção legislativa desses partidos já está a ter impactos concretos em políticas de igualdade, inclusão e cidadania.
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