Testemunhas da Catástrofe: consequências, contradições e a crítica implacável a uma “desculpa” que não apaga crimes

Israel lançou não um, mas dois ataques ao Hospital Nasser, em Khan Younis, no sul de Gaza — o chamado double‑tap. O primeiro atingiu partes já vulneráveis da estrutura, o segundo atingiu quem ali correra ao resgate: paramédicos, jornalistas, socorristas. (Al Jazeera) Quando confrontado com isso, Mehdi Hasan disse algo que ressoa: “Suas desculpas são inúteis”. Porque, para muitos palestinianos, para defensores dos direitos humanos, para quem vê as imagens dos mortos, das ruínas e de crianças morrendo de fome, uma desculpa do governo israelita — ou de qualquer autoridade — não apaga a morte, nem repara o horror.

Chega, corrupção e populismo: o combustível tóxico que ameaça incendiar as eleições portuguesas

O partido Chega ergueu-se como profeta anticorrupção e conquistou votos à boleia de escândalos que envergonham governos de esquerda e de direita. Mas até que ponto a narrativa “todos roubam, só nós limpamos” assenta em factos? E como se converteu num megafone de desinformação que empurra o debate democrático para o abismo?

Trump, o marketing e o Pentágono: quando a guerra é uma marca eleitoral

Nenhum político moderno compreende o poder simbólico das palavras como Donald Trump.…

Do Kremlin ao Parlamento: A Psicologia por Trás da Propaganda de Ventura

Como se convencem milhões pessoas a acreditar em afirmaçõe56 inconsistentes, dados falsos…

O Messias Político? A Construção do Culto de André Ventura

Lisboa — Em pouco mais de meia década, André Ventura transformou-se de…

PIDE nas Escolas: Como a Ditadura Controlava a Educação e os Alunos

“A escola era o lugar onde se ensinava o silêncio.” A frase é de um antigo professor do Liceu Pedro Nunes, em Lisboa, e sintetiza o ambiente repressivo vivido por milhares de alunos e docentes durante o Estado Novo. Longe de ser apenas um campo de formação académica, a escola foi uma extensão ideológica da ditadura — vigiada, infiltrada e disciplinada pela PIDE.

“Povo escolhido” e lei internacional: quando a fé se confronta com os direitos universais

A expressão “somos o povo escolhido por Deus” tem sido, em alguns discursos políticos associados a Israel, usada como justificação para rejeitar a aplicação de normas internacionais. A ideia remonta a tradições bíblicas, mas o seu uso na esfera pública levanta um dilema: até que ponto uma crença religiosa pode legitimar a violação de direitos reconhecidos pela comunidade internacional?

Estado de Direito Submerso: Quando a Lei do Mar é

Ignorada em Terra Apesar das leis sólidas que protegem o litoral português, a sua aplicação desvanece-se perante os interesses do turismo de luxo. O caso Tróia–Melides é sintomático de uma erosão jurídica tão alarmante quanto a ecológica. A costa portuguesa não é só paisagem: é património, direito e memória colectiva. Desde o Decreto Régio de 1864 até à Lei do Domínio Hídrico (Lei n. º 54/2005), Portugal firmou um compromisso histórico com o acesso público ao litoral. Contudo, entre Tróia e Melides, esse compromisso está a ser traído. No terreno, a lei afoga-se sob os efeitos de uma fiscalidade ineficaz, de uma justiça lenta e de uma cultura institucional que tolera a apropriação do bem comum.

Memória em Escombros: O Património Cultural Apagado em Gaza

Entre os milhares de edifícios destruídos nos bombardeamentos israelitas sobre Gaza desde…