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Resumo

  • Uma análise de 20 anos dos vetos dos EUA no Conselho de Segurança da ONU sobre a proteção de civis na Palestina e em Gaza.
  • O uso persistente do veto tem implicações profundas para o direito internacional e a proteção de civis, fomentando um clima de impunidade e paralisando a capacidade do Conselho de Segurança de agir.
  • Apoiar investigações independentes e o papel de órgãos como o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) e o Tribunal Penal Internacional (TPI).

Infográfico: Vetos dos EUA na ONU sobre a Palestina

O Poder do Veto

Uma análise de 20 anos dos vetos dos EUA no Conselho de Segurança da ONU sobre a proteção de civis na Palestina e em Gaza.

Total de Vetos dos EUA Analisados (2005-2025)

11

Cada veto bloqueou uma resolução destinada a abordar o conflito, a ajuda humanitária ou questões de estatuto.

Linha do Tempo da Obstrução

2006

Dois vetos (Julho e Novembro) sobre operações militares israelitas em Gaza, citando resoluções “desequilibradas” e “parciais”.

2011

Veto a uma resolução que condenava os colonatos israelitas como ilegais, argumentando que prejudicava as negociações diretas.

2017-2018

Dois vetos: um defendendo a decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, e outro bloqueando a condenação da violência contra manifestantes em Gaza.

2023-2025

Seis vetos durante o conflito intensificado, bloqueando repetidamente apelos a cessar-fogo humanitário, ajuda e reconhecimento do Estado palestiniano.

Anatomia de um Veto: As Justificações

Os EUA usaram consistentemente um conjunto de argumentos para justificar os seus vetos. A frequência destes argumentos revela as prioridades da sua política externa.

O Crescente Fosso Diplomático

Votações Esmagadoras

A maioria das resoluções vetadas teve um apoio quase unânime dos outros membros do Conselho de Segurança, destacando o isolamento dos EUA.

O Padrão 14-1

Em anos recentes, um padrão de votação de 14 a 1 tornou-se comum, onde os EUA são o único voto contra.

Este padrão visualiza o forte consenso internacional que é bloqueado por um único veto.

As Questões Centrais Bloqueadas

Os vetos não são apenas atos processuais; eles impedem a ação internacional numa série de questões críticas que afetam diretamente a vida dos civis e as perspetivas de paz.

VETO DOS EUA

Cessar-Fogo e Ajuda Humanitária

Bloqueio de apelos para pausas nos combates e acesso desimpedido à ajuda, exacerbando crises humanitárias.

Condenação de Colonatos

Impedimento de resoluções que afirmam a ilegalidade dos colonatos israelitas, um grande obstáculo à paz.

Estatuto de Jerusalém

Defesa de decisões unilaterais sobre Jerusalém, minando o consenso internacional.

Reconhecimento do Estado Palestiniano

Bloqueio do reconhecimento da Palestina como Estado-membro de pleno direito da ONU.

Responsabilização e Investigações

Rejeição de missões de apuramento de factos e apelos à responsabilização por violações do direito internacional.

Proteção de Civis

Veto a resoluções que condenam a violência contra civis e manifestantes.

O Custo Humano e o Caminho a Seguir

O uso persistente do veto tem implicações profundas para o direito internacional e a proteção de civis, fomentando um clima de impunidade e paralisando a capacidade do Conselho de Segurança de agir. No entanto, existem caminhos para mitigar este impasse.

  • » Restringir o Veto: Incentivar a restrição do veto em casos de atrocidades em massa e crises humanitárias graves.
  • » Fortalecer a Assembleia Geral: Utilizar a Assembleia Geral, onde não há veto, para expressar a vontade internacional e manter a pressão política.
  • » Aumentar a Responsabilização: Apoiar investigações independentes e o papel de órgãos como o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) e o Tribunal Penal Internacional (TPI).
  • » Flexibilidade Diplomática: Instar os EUA a explorar soluções mais flexíveis que permitam a ação humanitária do Conselho de Segurança.
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