“A Banalidade do Mal e os Fantasmas do Presente: O Legado de Hannah Arendt no Século XXI”

“A Banalidade do Mal e os Fantasmas do Presente: O Legado de Hannah Arendt no Século XXI” - Sociedade Civil
Numa sala austera em Jerusalém, em 1961, senta-se Adolf Eichmann, ex-oficial nazi acusado de organizar a deportação de milhões de judeus. O mundo espera ver um monstro. O que encontra é um funcionário acanhado, de óculos espessos e frases feitas. Ao observá-lo, a filósofa Hannah Arendt escreve: “não era estupidez, era uma espécie de vazio — um fracasso em pensar.”
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Quando o Estado vira culto: O fascismo como religião política segundo Gentile

Num tempo em que a política se transforma em ritual e os líderes em ícones infalíveis, torna-se urgente revisitar uma ideia provocadora do historiador italiano Emilio Gentile: o fascismo enquanto religião política. Para Gentile, os regimes totalitários do século XX não foram apenas projectos de poder – foram sistemas de crença, fé cívica e liturgia secular, que ocuparam o lugar das religiões tradicionais para modelar almas, corpos e sociedades.
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