Bastava um gesto. Um envelope com folhas mal dobradas. Uma mão estendida na saída da fábrica. Um papel colado num muro ao nascer do dia. Era tudo o que era preciso para pôr em marcha o aparelho repressivo da ditadura: vigilância, prisão, interrogatório. No Portugal de Salazar, distribuir panfletos podia ser um acto de resistência — ou uma sentença de prisão.
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