Artigo 5: O Apartheid dos Dados – Como o Vale do Silício Alimenta a Repressão Biotecnológica em Gaza

Em Gaza, os algoritmos matam em silêncio. Cada rosto digitalizado, cada padrão de movimento analisado, cada clique monitorizado pode transformar-se em sentença. A revolução tecnológica, anunciada como promessa de progresso, converteu-se na mais eficaz ferramenta de dominação. No centro deste novo regime de controlo, estão empresas como Google, Amazon, Microsoft e Palantir – todas implicadas num sistema de vigilância que, segundo o mais recente relatório da ONU From economy of occupation to economy of genocide, configura um verdadeiro apartheid digital.
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Start-Up de Vigilância: Como o Vale do Silício Alimenta o Apartheid Digital em Gaza

Gaza, hoje, é mais do que uma zona de guerra: é um laboratório distópico de vigilância massiva, onde a tecnologia da Big Tech serve de espinha dorsal a uma arquitectura de controlo racial e militar. O relatório das Nações Unidas From economy of occupation to economy of genocide denuncia de forma inequívoca a cumplicidade de empresas como Google, Amazon, Microsoft e Palantir num sistema que ultrapassa largamente os limites da ética tecnológica. Em vez de promoverem a conectividade e o progresso, estas corporações alimentam um modelo de apartheid digital.
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“Economia do Genocídio: As Empresas por Trás da Guerra em Gaza”

A guerra precisa de armas — mas também de software, dados, logística, investimento, vigilância, construção, telecomunicações, cloud computing. O relatório da relatora especial da ONU, Francesca Albanese, publicado em Março de 2025, vai mais longe do que qualquer outro documento oficial: descreve, em detalhe, uma teia económica que sustenta a campanha militar israelita contra Gaza. Um sistema que mistura empresas de defesa, gigantes tecnológicas e construtoras civis — todas elas, segundo Albanese, beneficiárias ou facilitadoras de um contexto de apartheid e genocídio.
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O Lobby Contra a Verdade: Como Israel e os EUA Têm Tentado Controlar o Discurso na ONU

Francesca Albanese tornou-se não apenas a relatora mais visada das Nações Unidas — tornou-se um alvo. Desde que qualificou as acções de Israel em Gaza como “genocídio” e acusou 48 empresas de complicidade directa, tem enfrentado não apenas críticas políticas, mas uma campanha concertada de silenciamento que envolve governos, meios de comunicação, lobbies organizados e o sector privado.
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