O termo “ecos nazificantes” designa fenómenos políticos contemporâneos que, sem se assumirem abertamente como herdeiros do nazismo ou fascismo, reproduzem elementos estruturais dessas ideologias: desumanização do “outro”, culto da autoridade, apelo ao ressentimento nacional e recurso sistemático à manipulação simbólica. Em regimes democráticos, estes ecos surgem travestidos de discurso legalista, patriótico ou anti-establishment, disfarçando a vocação autoritária com roupagens eleitorais. Portugal não está imune. O crescimento do CHEGA — partido liderado por André Ventura — impõe uma reflexão crítica sobre a persistência e adaptação de retóricas que evocam, ainda que com disfarces, o passado mais sombrio da Europa do século XX.
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