O lápis azul da censura: como eram cortadas notícias, peças e poemas

O lápis azul da censura: como eram cortadas notícias, peças e poemas - Sociedade Civil
Em plena ditadura do Estado Novo, havia um objecto aparentemente banal que decidia o que os portugueses podiam — ou não — ler, ouvir, ver: o lápis azul da censura. Não era uma metáfora. Era literal. Com ele, os censores sublinhavam, riscavam, cortavam e amputavam textos em jornais, peças de teatro, poemas, filmes, letras de canções, romances e até homilias. A tesoura invisível do regime, firmemente empunhada por funcionários do Ministério do Interior, desenhava diariamente os limites da liberdade de expressão em Portugal.
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 Os livros que não podias ter em casa: censura literária e bibliotecas clandestinas

 Os livros que não podias ter em casa: censura literária e bibliotecas clandestinas - Sociedade Civil
Em muitas casas portuguesas antes de 1974, havia prateleiras com espaço a mais. E não por falta de gosto pela leitura — mas pelo medo de guardar certos títulos. Durante os 48 anos do Estado Novo, centenas de livros foram proibidos, censurados ou mutilados. Ter um exemplar do Manifesto Comunista, de um romance de Jorge Amado, ou de um poema de Ary dos Santos podia ser suficiente para uma visita da PIDE. E bastava isso para transformar o gosto literário em delito político.
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Proibido Pensar: A Censura e a Juventude no Portugal Salazarista

Como se educa uma geração para não pensar? No Portugal de Salazar, o acto de pensar livremente era um risco — e a expressão desse pensamento, um crime. A censura não era apenas um mecanismo burocrático: era o núcleo de uma estratégia para controlar consciências, amputar ideias e moldar a juventude. Este artigo mergulha na lógica e nas práticas da censura salazarista, com foco no impacto sobre os jovens, os estudantes e os futuros criadores de uma democracia ainda por nascer.
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O Lápis Azul: A Censura Como Arma de Repressão Ideológica

“Foi suprimido pelo lápis azul.” A expressão tornou-se quase um eufemismo nacional para aquilo que de mais violento pode haver na vida de um país: o silenciamento institucionalizado do pensamento. Durante mais de quatro décadas, a censura no Estado Novo não foi apenas uma técnica burocrática de controlo. Foi uma máquina de apagamento, uma arma de guerra cultural, um mecanismo sistemático de repressão ideológica.
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