Em Gaza, os algoritmos matam em silêncio. Cada rosto digitalizado, cada padrão de movimento analisado, cada clique monitorizado pode transformar-se em sentença. A revolução tecnológica, anunciada como promessa de progresso, converteu-se na mais eficaz ferramenta de dominação. No centro deste novo regime de controlo, estão empresas como Google, Amazon, Microsoft e Palantir – todas implicadas num sistema de vigilância que, segundo o mais recente relatório da ONU From economy of occupation to economy of genocide, configura um verdadeiro apartheid digital.
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Start-Up de Vigilância: Como o Vale do Silício Alimenta o Apartheid Digital em Gaza
Gaza, hoje, é mais do que uma zona de guerra: é um laboratório distópico de vigilância massiva, onde a tecnologia da Big Tech serve de espinha dorsal a uma arquitectura de controlo racial e militar. O relatório das Nações Unidas From economy of occupation to economy of genocide denuncia de forma inequívoca a cumplicidade de empresas como Google, Amazon, Microsoft e Palantir num sistema que ultrapassa largamente os limites da ética tecnológica. Em vez de promoverem a conectividade e o progresso, estas corporações alimentam um modelo de apartheid digital.