Cartas abertas, telefones vigiados e informadores em todo o lado: o quotidiano da suspeita

Cartas abertas, telefones vigiados e informadores em todo o lado: o quotidiano da suspeita - Sociedade Civil
Durante décadas, os portugueses viveram num país onde cada palavra podia ser vigiada, cada gesto interpretado, cada silêncio mal compreendido. Sob o Estado Novo, a vigilância era uma teia apertada que não se via, mas sentia-se em cada canto: nas conversas murmuradas, nas cartas lidas antes de chegarem ao destinatário, no clique estranho ao telefone que denunciava uma escuta. A repressão, embora nem sempre visível, era permanente e psicológica. E isso bastava para domesticar a maioria.
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