Durante décadas, Portugal viveu confortavelmente dentro de uma narrativa reconfortante: o seu império fora diferente, mais suave, mais humano. Um colonialismo brando, diziam, sem apartheid, sem exterminações em massa, sem os horrores atribuídos a outras potências europeias. Esta ideia não só tranquilizou consciências como ajudou a consolidar a identidade democrática pós-25 de Abril. Era uma forma de apagar a violência sem enfrentá-la.
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