Em muitas casas portuguesas antes de 1974, havia prateleiras com espaço a mais. E não por falta de gosto pela leitura — mas pelo medo de guardar certos títulos. Durante os 48 anos do Estado Novo, centenas de livros foram proibidos, censurados ou mutilados. Ter um exemplar do Manifesto Comunista, de um romance de Jorge Amado, ou de um poema de Ary dos Santos podia ser suficiente para uma visita da PIDE. E bastava isso para transformar o gosto literário em delito político.
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