“A tortura em Luanda era a mesma que em Lisboa. Mudava a geografia, não o método.”
Com estas palavras, um ex-preso político angolano resume a extensão imperial da repressão portuguesa. Durante décadas, a PIDE — Polícia Internacional e de Defesa do Estado — não agiu apenas em Portugal continental. Levou para as colónias o mesmo aparelho repressivo que usou para silenciar opositores internos. E foi lá, em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde, que se deu o seu mais violento aperfeiçoamento.
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