Resumo
- Os dados aqui compilados provêm de relatórios de transparência das empresas, estudos acadêmicos independentes e monitoramento de organizações de direitos humanos, abrangendo o período de Fevereiro a Agosto de 2025, ou o período mais recente disponível nas fontes.
- A Meta não fornece dados diretos sobre o volume de posts pró-Palestina, mas enfrenta alegações e evidências de censura sistemática e viés algorítmico.
- O X não oferece dados diretos sobre o volume de posts pró-Palestina, mas é notável pela proliferação de desinformação e desafios na moderação de discurso de ódio.
Infográfico: Dinâmica do Conteúdo Pró-Palestina nas Redes Sociais
Este infográfico apresenta dados quantitativos sobre a presença e moderação de conteúdo pró-Palestina nas principais plataformas de mídia social. É importante notar que “números oficiais” diretos sobre o volume de posts por narrativa política são raramente divulgados pelas plataformas. Os dados aqui compilados provêm de relatórios de transparência das empresas, estudos acadêmicos independentes e monitoramento de organizações de direitos humanos, abrangendo o período de Fevereiro a Agosto de 2025, ou o período mais recente disponível nas fontes.
TikTok: Visibilidade e Moderação
O TikTok se destaca pela alta visibilidade do conteúdo pró-Palestina, embora também realize remoções significativas de conteúdo que viola suas diretrizes.
Posts pró-Palestina identificados em estudos independentes. [1, 2]
Posts pró-Israel identificados em estudos independentes. [1, 2]
Visualizações de posts pró-Palestina. [1, 2]
Visualizações de posts pró-Israel. [1, 2]
Vídeos removidos em Israel e Palestina por violar diretrizes (Out. 2023 – Mar. 2024). [3, 2]
Transmissões ao vivo suspensas em Israel e Palestina (Out. 2023 – Mar. 2024). [3, 2]
Aumento na remoção de comentários violadores por tecnologia de máquina em Israel e Palestina. [3, 2]
Contas falsas removidas globalmente desde o início do conflito. [4, 3, 2]
Meta (Facebook e Instagram): Censura e Viés Algorítmico
A Meta não fornece dados diretos sobre o volume de posts pró-Palestina, mas enfrenta alegações e evidências de censura sistemática e viés algorítmico.
Posts adicionais “actioned upon” (removidos, suprimidos, banidos) no Facebook e Instagram desde o final de 2023. [5, 2]
Conformidade da Meta com solicitações de remoção do governo israelense. [5, 2]
Posts removidos para cumprir solicitações de remoção do governo israelense (em média, em 30 segundos). [5, 2]
Violações totais de direitos digitais contra palestinos monitoradas pela Sada Social (Julho 2025). [6, 2]
Das violações de direitos digitais contra palestinos ocorreram no Instagram (Julho 2025). [6, 2]
Das violações de direitos digitais contra palestinos ocorreram no Facebook (Julho 2025). [6, 2]
Posts com a hashtag #GazaIsStarving no Instagram (Julho 2025). [7]
Removidos a uma taxa mais rápida do que anúncios pró-Israel que também violavam políticas. [8, 2]
X (Anteriormente Twitter): Desinformação e Moderação Ineficaz
O X não oferece dados diretos sobre o volume de posts pró-Palestina, mas é notável pela proliferação de desinformação e desafios na moderação de discurso de ódio.
Tweets de contas verificadas perpetuando desinformação sobre o conflito (primeiro mês). [9, 2]
Visualizações geradas por tweets enganosos de contas verificadas. [9, 2]
Dos posts desmascarados não tinham uma Community Note. [9, 2]
Dos posts de discurso de ódio relacionados ao conflito permaneceram online (Relatório de Nov. 2023). [10, 2]
Violações de direitos digitais direcionadas a usuários individuais no X (Julho 2025). [6, 2]
Das violações de direitos digitais contra palestinos ocorreram no X (Julho 2025). [6, 2]
Posts com a hashtag #GazaIsStarving em árabe no X (Julho 2025). [7]
Observações Chave e Desafios
- A obtenção de “números oficiais” diretos sobre o volume de posts pró-Palestina é um desafio persistente, pois as plataformas priorizam métricas de moderação em seus relatórios de transparência. [2]
- A Meta (Facebook e Instagram) enfrenta alegações substanciais de censura sistemática e viés algorítmico contra o conteúdo pró-Palestina, com alta conformidade a solicitações de remoção governamentais. [5, 2]
- O X (anteriormente Twitter) demonstra ineficácia na moderação de desinformação e discurso de ódio, com contas verificadas amplificando conteúdo enganoso. [9, 10, 2]
- O TikTok se destaca como uma plataforma onde o conteúdo pró-Palestina tem maior volume e engajamento, refletindo um padrão de “movimento social prolongado”. [1, 2]
- A influência de atores estatais e não-estatais na moderação de conteúdo e na formação de narrativas é uma preocupação crescente em todas as plataformas. [8, 2]
Este infográfico é baseado em dados disponíveis publicamente e análises de terceiros, dada a limitação de “números oficiais” detalhados por parte das próprias plataformas.