Portugal depôs a ditadura. Libertou os presos. Redigiu uma nova Constituição. Mas não julgou a polícia política.
O 25 de Abril foi a alvorada da democracia, mas não levou à responsabilização efectiva dos crimes cometidos pela PIDE/DGS. A esmagadora maioria dos seus agentes — muitos deles implicados em tortura, desaparecimentos, vigilância abusiva e repressão sistemática — nunca enfrentou a justiça penal nem a justiça histórica. E esse vazio ético permanece até hoje como um incómodo irresolvido da nossa transição democrática.
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