A PIDE batia à porta de noite: relatos reais de detenções arbitrárias

A PIDE batia à porta de noite: relatos reais de detenções arbitrárias - Sociedade Civil
O relógio marcava quase três da manhã quando o estrondo na porta ecoou pela casa de paredes finas. “É a polícia!”, gritou a mãe, ao levantar-se num salto. O pai, militante sindical, já dormia vestido. Naquela época, saber que podiam vir buscar-nos era tão certo como a missa ao domingo. Era assim que a Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) operava: na calada da noite, sem aviso, sem mandado judicial, sem defesa possível.
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Arquitetura da Repressão: Como as Prisões do Estado Novo Foram Projetadas para Torturar

Caxias, Peniche, Tarrafal. Nomes que hoje surgem em manuais escolares, placas comemorativas ou itinerários turísticos da memória. Mas durante décadas, foram sinónimos de medo, silêncio e morte lenta. A repressão política em Portugal sob o Estado Novo não se limitou à violência física exercida por agentes da PIDE. Foi incorporada na própria estrutura dos edifícios — uma arquitetura do suplício, concebida para quebrar corpos e subjugar consciências.
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